domingo, 30 de maio de 2010

FÁTIMA É UMA CIDADE DOS CHINESES


FÁTIMA É UMA CIDADE DOS CHINESES

Quando vou na rua, nesta pequena cidade, quando passo na zona “turística” fatimense, quando acordo para a realidade, percebo o irreal.

FÁTIMA É UMA CIDADE DOS CHINESES

Não é uma crítica à comunidade chinesa fatimense.
Não é uma crítica às suas lojas cheias de tretas e futilidades superficiais.
É uma crítica a todos os cidadãos fatimenses, visados pela irresponsabilidade de actos marcantes para o futuro.

PROVAVELMENTE NÃO PERCEBES-TE NADA ATÉ AQUI...
ENTÃO:
Fátima já não é aquela terra dos anos 50, onde a simplicidade se fundia com a incompreensível fé de quem mais não têm.
Fátima, mudou, Fátima cresceu, mas não inovou.
Actualmente, no final de uma década conturbada por sucessivos ataques, fugas e ilusões,
Fátima está igual!

As lojas dos chineses, geridas por portugueses, que se afirmam de pátria, é uma realidade da constate vida económica e social deste lugarejo.
A santa que move Fátima é um artigo de constante presença como não o poderia deixar de ser, contudo, o "made in china", presente, retira todo o seu espírito luso.

A dura realidade, comprova a existência[Image] mais artigos religiosos por metro quadrado nesta terra que no próprio Vaticano, contudo estes são especiais: atravessam meio mundo, vindo de escravos (ops desculpem, para o regime em vigor, eles são, trabalhadores), mal pagos e mal servidos internacionalmente.

Fátima é uma das fotos internacionais de Portugal, deixando marcas no futuro das mentalidades, mas a ambição de mais, apenas levou ao repetitivo. Mais lojas de artigos religiosos!
Todos os anos, abrem nesta terra mais de 10 lojas de artigos religiosos, e todos os anos chegam mais peregrinos, contudo estes não são suficientes para abranger todas essas, levando a estúpidas falhas, que marcam o sistema económico de uma terra carente.

Certamente que não é uma pergunta filosófica, mas é uma pergunta acertada, dizer "Porque razão se vendem Galos de Barcelos ou Camisolas do Real Madrid, em lojas que supostamente apenas deveriam vender artigos religiosos?", ora esta seria uma pergunta conveniente, caso estes pequenos centros mundiais de comércio artesanal, não oferecem também, brinquedos, revistas, ou camisolas!

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