e, pelo simples pisar de uma folha, esqueçe.
Esqueçe tudo e todos. Esqueçe aquele que é, aquele foi, aquilo que podia ser!
Sentando-se suavemente na sua poltrona, de peles cinzetas, madeiras brancas, encosta-se, e inicia a sua sessão. o mar ao longe, batia nas conchas de areias finas. A brisa, teimava, teimosamente, entrar pela janela, apenas recostada, e com ela o bafo do calor quente de varão, fazia-se sentir em toda a sua suite.
O tempo tinha realmente parado. As horas deixaram de fazer parte dos minutos, e os segundos, esses, foram imoblizando-se à medica que o tempo se prolongava, naquela que seria a sua matinal estadia, nas ilhas encatadas de cabo verde. O tempo aproximava-o cada vez mais de Portugal, e Portugal, por sua vez, afastava-o cada vez do seu pesadelo.
O despertador tocará, e marcara as horas da matinal manhã. E ele, continuava a dormir.
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