quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A VER AS PARAGENS

e, pelo simples pisar de uma folha, esqueçe.
Esqueçe tudo e todos.
Esqueçe aquele que é, aquele foi, aquilo que podia ser!

Sentando-se suavemente na sua poltrona, de peles cinzetas, madeiras brancas, encosta-se, e inicia a sua sessão. o mar ao  longe, batia nas conchas de areias finas. A brisa, teimava, teimosamente, entrar pela janela, apenas recostada, e com ela o bafo do calor quente de varão, fazia-se sentir em toda a sua suite.

 O tempo tinha realmente parado. As horas deixaram de fazer parte dos minutos, e os segundos, esses, foram imoblizando-se à medica que o tempo se prolongava, naquela que seria a sua matinal estadia, nas ilhas encatadas de cabo verde.

O tempo aproximava-o cada vez mais de Portugal, e Portugal, por sua vez, afastava-o cada vez do seu pesadelo.

O despertador tocará, e marcara as horas da matinal manhã. E ele, continuava a dormir.

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