A duplidade da traíção, abstrai-me do mundo.
A surdez constante de que sou alvo, a mudança repentina e abstrata, afoga-me em mágoas sem dor.
E fico a pensar:
"encontro-te, mas fico perdido por um fio...."
e, de novo, com o renascer da noite, sinto-me mais vazio. A profunda carga que transporto, é suportada e advertida pelas consequencias futuras. O instável, o previsivel, confundem-se numa relação de amargos, e perco-me novamento no canto de trás de uma sala cheia.
Estranho certamente..... e por instantes recordo. O quê?, não sei!
Apenas recouo no tempo, páro no presente, precentindo o cheiro futuro... e um laranja fundido e confundido de verdes, surge ao fundo....desbastado pela força do tempo...e volto. Acordo, e respiro....
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