quarta-feira, 20 de outubro de 2010

...o revoltar

"(...) e fechando os olhos, sentia novamente a brisa, única e carinhosa, quente e recheada, aquele que o ligava, a inspiração.
Revivia as emoções de uma espera prolongada pelos segundos da noite. Comentava com a lua o seu destino, e não se esquecia....

Chegara a hora da derradeira e precisa decisão. Embarcar no avião, e tentar viver uma passado, ainda presente, influenciador do dia, abrasador da noite, ou pelo contrário, ficar, Viver o presente, pressentir o futuro, que de lhe bom e agradável se tornará, preenchido pela imensão do tempo e das pessoas abstractas.

(...).A questão impôs-se na consciência mais uns longos e penosos dias. A decisão tinha de ser conhecida, e quem o exigia era a sua própria vontade de fugitivo alado.
E há ultima imposição consciente, saíra porta fora, e voltava.
Portugal, era agora o centro do seu mundo, de cheiros, sabores e tradições. O norte esperava-o ansioso, mesmo sem saber do seu regresso.
E o galo cantava, tal como a tradição mandará
(...)"

2 comentários: