segunda-feira, 15 de abril de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

Francisco I, il Papa del potere

Esqueçam aqueles que dizem que este vai ser um papa de transição; Não é. Mas também não é um Papa para a Reforma da Igreja.
É um Papa del potere, um papa do poder. Um papa do poder e do controlo, da reposição da ordem nesta que é a maior instituição mundial. E porque é que é um papa do poder e do controlo?! Simples. É um homem de 76 anos, por isso não se espere um longo pontificado. Esperem apenas um pontificado para " arrumar a casa".
Quem conhece a ordem Jesuíta sabe que, a disciplina, o rigor, a austeridade e o controlo fazem parte da constante; Quem conhece a história de Francisco de Assis conhece obviamente os votos de pobreza deste santo, e ainda que isto seja significativo - assim como o facto do novo eleito ter uma política de combate à pobreza o que indicia novas perspectivas futuras -,  o que a mim mais parece que sobressai é o combate contra um certo apego ao poder, contra os vícios de uma Igreja que o tão aclamado Santo  se esforçou por transformar e que o Papa irá tentar (e na minha opinião com algum sucesso) "imitar".
Um terceiro factor que faz deste homem especial é a sua origem. Um sinal de transformação, de abertura e de uma progressiva reforma, de que ele próprio é  "vitima".

Considero portanto que Francisco I,Il Papa di Roma, nel Mondo e Messaggero di Dio (tradução bing), é um primeiro Papa de preparação para o futuro da Igreja. É um Papa de educação forte e medida, um Papa moderado, capaz de impor a sua vontade e sobretudo um Papa que irá tentar controlar a maquina do Vaticano, preparando, no seu curto pontificado, um novo ciclo na igreja, para a renovação,
que volto a dizer, não vai ser iniciada por ele.


PS- Acho que vou gostar muito deste Papa! 
Viva ao Papa Francisco I !!

sábado, 2 de março de 2013

III : «Que se Lixe a troika...»

Não me revejo de modo algum na teoria política e económica da maior parte dos meus colegas de faculdade. Às vezes é um problema. Ninguém pense que é fácil, numa faculdade como a FCSH, e num curso de Ciência Política ter um grupo de amigos maioritariamente  adeptos de uma esquerda pouco liberal e pouco interessada no direito privado. É mentira se disser que não me calo muitas vezes só para não me chatear com eles. Há dias que chega a ser uma luta demasiado cansada. 
Por acaso quinta-feira foi um dia desses.

O direito à propriedade privada, é para mim, um direito inaliável do homem. Intocável.  Um direito universal. 

Este é o primeiro factor que me dá um profundo receio do que ai possa vir no futuro. Não gosto de revoluções. Menos de radicais. Sim, sou um moderado conservador.
Digam o que disserem, a queda deste governo não é alternativa. E nada é alternativa quando ninguém se preza a dar alternativas viáveis, coerentes, respeitadora dos direitos e deveres portugueses, alternativas eficazes que respeitem o Homem, o Português, o trabalho, o mérito e acima de tudo que encontrem uma perspectiva real para o futuro nacional

 Gostava que o governo caísse, admito. Alias, adorava mesmo que o Governo de coligação PSD-CDS acabasse já amanhã...Mas não pelas mesmas razões que os restantes portugueses.... uns querem porque acham que a direita é a culpada de tudo... eu apenas acho que é ninguém se deve submeter à humilhação de tentar salvar um país e levar com pedras em cima.

Relembrem-se que, a culpa de Portugal estar hoje, como está - sem dinheiro e em dificuldades sócio-culturais- é da direita português...alias, a culpa em portugal não morre sozinha. A culpa é desses fascistas de direita que destroem tudo com o seu neoliberalismo..... a culpa é efectivamente do Passos ladrão e do Portas!  *este é o discurso diário que oiço. É o discurso actual. É a demagogia em Portugal no seu mais alto nível.... e, é que eu ja nem tento negar, porque ninguém quer ouvir. Simplesmente porque isso estraga os planos a muitos. 
Mas só uma pergunta: Se o governo cair, e houver eleições em quem é que os portugueses vão votar?! Em Portugal ainda não há palhaços profissionais...
a imagem não representa obviamente a minha opinão

II: «Que se Lixe a troika, queremos as nossas vidas!»

A alternativa deste movimento "apartidário" é a teoria política e económica dos partidos da esquerda radical do mapa político português.

O PCP por estes dias morre. A cada dia que passa o PCP cada vez vive mais na angustia. Marx não prevera isto e Estaline não lidou com um mundo da informação e comunicações do século XXI.
O PCP perdeu efectivamente o poder das ruas...e ainda não aconteceu a manif.
Às vezes la aparecem meia dúzia de gatos pingados com umas bandeirolas vermelhas que muitas vezes nem sabem o que significam. O PCP morre e a CGTP agonia. As "manas" de sempre que «tinham uma oportunidade para revolucionar portugal e iniciar a viragem ao socialismo» perderam o comboio. A cassete não evoluiu a DVD ou BUL RAY e os camaradas dos anos 70 são cada vez menos...alias a CGTP nem se atreve a divulgar os números dos seus filiados..... compreensivelmente, perder o estatuto  de maior central sindical do país, é chato...
O PCP bem pede aos "putos da JCP" para colar cartazes. Criar brigadas de implantação. Pintar muros.... mas, a verdade é que a estrela amarela pouco brilha nos corações dos portugueses "revoltados".

«Que se Lixe a troika, queremos as nossas vidas!»

O tema vai ser o mais batido hoje nos telejornais. Amanhã, nos periódicos. Vai ser considerado com alguma sorte "a maior manifestação da história democrática portuguesa!".
Não sei muito bem como começar...

Obviamente que a manifestação de hoje é um direito. Todos têm o direito a manifestar-se, a demonstrarem o seu desagrado,a simplesmente reunirem-se e discutirem. Está na constituição...

Eu não gosto de manifestações. Nunca gostei. Já critiquei, mas não critico mais. Habituei-me à ideia, não fosse andar numa universidade onde tudo é (profundamente) defensor de «políticas de esquerda», seja a caviar seja a radical...
Não me convidem para manifestações. Sinto-me mal. Dizem-me que sou um fascista por não me exprimir com cartazes na mão, por não falar mal dos políticos... dizem que sou um deles (mais agora do que nunca).

Hoje à noite vi o programa «Sexta às 9h» da RTP1. Falou-se do movimento "civil", Que se Lixe a troika, queremos as nossas vidas. Gosto bastante deste recanto jornalístico...mas fiquei a pensar.
Os católicos dizem que acreditam em Deus e no céu mas não sabem quem é nem como será o paraíso.
Alguém do movimento disse que lutavam por duas coisas: pela queda do governo e por uma alternativa.
Os manifestantes sempre gostaram de alternativas...a alternativa é diferente. E realmente têm uma coisa em comum com os católicos: ambos não têm nada a perder. 
O católico como Homem, sabe que vai morrer, por isso acreditar não lhe faz mal...nada vai perder.
O manifestantes nada têm a perder porque nada sabem o que é a alternativa e o que podem perder ou ganhar com ela.

Pessoalmente, chamem-me estúpido, fascista...o que quiserem,  e  eu acho que vou perder mais do que ganhar.