sábado, 2 de março de 2013

«Que se Lixe a troika, queremos as nossas vidas!»

O tema vai ser o mais batido hoje nos telejornais. Amanhã, nos periódicos. Vai ser considerado com alguma sorte "a maior manifestação da história democrática portuguesa!".
Não sei muito bem como começar...

Obviamente que a manifestação de hoje é um direito. Todos têm o direito a manifestar-se, a demonstrarem o seu desagrado,a simplesmente reunirem-se e discutirem. Está na constituição...

Eu não gosto de manifestações. Nunca gostei. Já critiquei, mas não critico mais. Habituei-me à ideia, não fosse andar numa universidade onde tudo é (profundamente) defensor de «políticas de esquerda», seja a caviar seja a radical...
Não me convidem para manifestações. Sinto-me mal. Dizem-me que sou um fascista por não me exprimir com cartazes na mão, por não falar mal dos políticos... dizem que sou um deles (mais agora do que nunca).

Hoje à noite vi o programa «Sexta às 9h» da RTP1. Falou-se do movimento "civil", Que se Lixe a troika, queremos as nossas vidas. Gosto bastante deste recanto jornalístico...mas fiquei a pensar.
Os católicos dizem que acreditam em Deus e no céu mas não sabem quem é nem como será o paraíso.
Alguém do movimento disse que lutavam por duas coisas: pela queda do governo e por uma alternativa.
Os manifestantes sempre gostaram de alternativas...a alternativa é diferente. E realmente têm uma coisa em comum com os católicos: ambos não têm nada a perder. 
O católico como Homem, sabe que vai morrer, por isso acreditar não lhe faz mal...nada vai perder.
O manifestantes nada têm a perder porque nada sabem o que é a alternativa e o que podem perder ou ganhar com ela.

Pessoalmente, chamem-me estúpido, fascista...o que quiserem,  e  eu acho que vou perder mais do que ganhar.

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